sábado, 1 de maio de 2010

Por obséquio.

sábado, 1 de maio de 2010



É engraçado como o mundo gira em torno de algo que, na maioria, não nos pertence. Como assim? Eu digo como assim: Quantas vezes você comprou uma Televisão ou um Celular e não entendeu nem UMA palavra do que estava escrito ali? E quantas vezes você comprou um remédio que vinha uma bula com letras miúdas e que dizia termos tão técnicos, mas tão técnicos que você deixou de lado e pensou “Ah, to nem aí!”, ou leu a composição de algo que você comprou e estava escrito “n-hidroxibutílicofosfato”.
Você pensa e diz “Por favor, fale minha língua, isso não me pertence!”. É certo que 150% da população não quer saber se você sabe ou não falar os termos corretos, mas sim entender o que lhe é de direito! Mas, de fato, hoje em dia nós temos que nos deparar com uma formalidade tão impressionante que chega a ser exagerada. Sua vida gira em volta da formalidade, tal formalidade que você não entende e nem mesmo quem criou ela entende. Deve ser herança da idade média, lá sim que se falava bonito e se lia textos em pergaminhos quase mágicos.
Política: Somos enganados diariamente. É fácil nos enganar. Subir no palanque, falar várias proparoxítonas com ditongos agudos e gritar. Você receberá uma salva de aplausos. Politicamente dizendo, seu discurso foi deveras digno de nota máxima em português, mas e o entendimento? Tomou um Zero! Política hoje em dia não se faz com muitas atitudes e sim frases bonitas e bem articuladas. As famosas “engana trouxas”.
É necessária, de fato, uma formalidade em certas coisas, como textos jurídicos e tudo mais, porém deveria ser melhor ter um índice indicando assim “Parte 1: Formal – Parte 2: Povo Brasileiro.”. É meu jovem, minha amiga e meu senhor, o mundo que você vive não te pertence, não foi feito para você que vive como quase 95% da população, na informalidade. Afinal de contas, se 5% de uma população detém 95% das riquezas, essas pessoas sim merecem atenção, afinal o jargão ajudar o próximo é tão, mas tão clichê que eles falam isso e pensam que não precisam cumprir. E de que adianta para nós, a maioria? Apenas viver nesse mundo que não nos pertence.


Uma música boa, com uma letra boa, de uma banda boa:
Abraços.

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